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riscos_e_rabiscos

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* Estou mesmo chateadinha! *

Depois de ter soltado os prisioneiros - entenda-se dedos dos pés - e ter andado de sandálias graças às temperaturas de verão que todos nós rezámos para que ficassem, hoje temos um dia de inverno a sério!

 

Não quero vestir camisolas grossinhas, não quero por os meus lindos pézinhos de princesa enclausurados nas botas e não me apetece ir trabalhar de chapéu de chuva atrás!

 

Mas quem é que desligou o botão do sol e do calor? Acuse-se se faz favor, eu juro que não lhe faço mal. Chuifs!

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Já disse que não me apetece ir dar aulas e estar fechada duas horas na sala, não? Então digo agora!

Maio, faz-me sorrir!

Comecei o mês de Maio com mais um ataque de espirros que durou todo o dia. Acabei por não fazer nada do que queria, do que tinha planeado. Adiantei qualquer coisa mas nada de especial.

 

Queria muito que este mês voltasse a ser especial para mim, como o fio há alguns anos atrás, quando consegui operar uma grande transformação pessoal. Fui uma lagarta que se transformou numa bela borboleta. E eu queria que Maio voltasse a ser assim, bom para mim, que me trouxesse coisas boas, que me realizasse algum sonho e me desse mais razões para sorrir. Para andar com aquele sorriso tolo no rosto...

 

Maio, be kind to me.

 

Desabafo.

Mais um mês novo, mais um dia triste. E a vida sempre igual. Devo ter aquilo que a Maya (taróloga) designa como Karma lento mas o meu não é lento, é parado mesmo. A sensação que tenho é que a vida se esqueceu de mim, que as coisas boas não estão destinadas a entrar na minha vida e que em vez da minha vida andar para a frente, anda para trás.

 

Começando por ontem, enquanto toda a gente recebeu o seu ordenado, eu não. Os cheques dos recibos verdes não chegaram. Como já ganho um grande ordenadão e vivo do ar, não preciso de receber no fim do mês como qualquer outro trabalhador. O meu último ordenado chegou apenas para fazer alguns pagamentos de despesas (outros ficaram por pagar), contribuir para a prestação do empréstimo da casa, comprar o passe e mais nada. A minha conta ficou mesmo a zeros. Não deu nem para um café. Café tomado num café mesmo, só ao fim de semana quando o N.vem porque é ele que me paga um ao sábado. 

 

Não sei para onde me virar. Antes ainda ganhava uns tostões a dar explicações mas desde que abriu o centro de explicações aqui, acabou-se! Nunca mais tive alunos. Virei-me para o artesanato fazendo as minhas bijus e as minhas coisinhas em tecido mas não devem ter graça nenhuma pois não têm saída nenhuma. Há pessoas a fazer peças como as minhas e a vendê-las caríssimas mas mesmo assim têm uma saída incrível. Ainda bem que assim é, haja alguém que consiga ter sucesso nos seus negócios. E não me venham dizer que não se vende nada por causa da crise porque não é verdade. Eu não tenho dinheiro, por isso não posso investir em certas coisas que se calhar iriam fazer a diferença nas minhas peças.

 

À minha volta só há coisas que me deitam abaixo e me desmotivam, oiço cada coisa acerca da minha pessoa de rasgar o coração e sem eu as merecer. Acabo sempre lavada em lágrimas e a sofrer calada. Não posso fazer mais nada.

 

Vamos ver que mais agruras me trará este novo mês.